Geralmente são homens. Ajudantes de pedreiro. Não é desqualificando a classe que, a meu ver, muito colabora para o desenvolvimento desse país, mas é que incomoda. Se você não vai para a escola, curso, faculdade ou trabalho de ônibus, não faz a mínima ideia do que estou falando. Mas tentarei explicar didaticamente. Imagine você com uma baita dor de cabeça, sua irmã mais nova no banco de trás ou sua esposa, se assim for o caso, balbuciando incessantemente um som estridente e irritante, capaz de fazê-lo ligar o carro e preferir Restart àquele barulho.
É mais ou menos assim. Sem falar no gosto musical, que quase sempre é péssimo, daí o motivo pra tanta gente reclamar. Mas não é reclamar imediatamente, dizendo ao rapaz: “Ei, seu moço, desliga isso aí!”. É reclamar na internet, em comunidades e fóruns escusos, ou ao chegar ao trabalho. O fato é que todo frequentador de transporte coletivo já passou por isso, principalmente nos últimos tempos, com a disseminação do celular com MP3.
Nesse momento, entra o salvador da pátria, o objeto que deveria ser mais valioso que a liderança do Big Brother em reta final. Entra em cena o garboso fone de ouvido. Caramba, como seria legal se essas pessoas ouvissem Racionais Mc’s, Claudinho e Buchecha, Aviões do Forró e outras “belezuras” do cancioneiro nacional no conforto de sua particularidade, sem importunar ninguém. Entretanto, parece que o acessório, que SEMPRE vem junto com o aparelho, se perde do dono, que nem liga e continua a perturbar seu semelhante.
Cabe a nós, pobres mortais, sairmos de casa munidos desse objeto redentor. Quando o barulho estiver alto demais, coloquemos o volume do celular no máximo e passemos a molestar nossos tímpanos, de uma maneira gostosa. Não incessantemente, com aquele som estridente e irritante, mas com moderação. Pode ser Leoni, Kings Of Leon, Paramore, Coldplay, Beatles, The Middle East, pode ser o que você quiser.


