sábado, 24 de janeiro de 2009

Da curiosa arte de ser famoso

É tempo de tentar ser famoso. Não importa como, quando ou aonde. O lance é aparecer na televisão ou na internet, seja da maneira que for: em um comercial da escola, fazendo figuração na novelinha da tarde ou tentando ser modelo de um concurso qualquer. Tem gente que até se sujeita ser vigiado durante 24 horas só pra garantir seu rápido, mas eficiente, lugar ao sol.

Acreditava-se, no início, que a TV só iria aproximar e distrair um pouco mais as pessoas cansadas da monotonia do rádio. Pena que ela foi longe demais. Além da obsessão em aparecer, mais comum a partir do início deste século, vemos o poder do capitalismo sendo exposto pra quem quiser ver durante toda a programação de grandes redes de televisão. Há também os canais exclusivos pra esse tipo de arroubo, os famosos canais de venda, onde tudo o que você imaginar (e até o inimaginável) está disponível “em 10 parcelas sem juros, debitadas no seu cartão de crédito”.

Pra tentar dinamizar e garantir opção para o velho aparelho televisor, criou-se a tal da internet. Ela, no entanto, pra funcionar, precisa de outro aparelhinho batizado carinhosamente de computador, que também faz as vezes de televisão. Inevitavelmente, voltamos ao principal veículo de mídia que promete só se aperfeiçoar diante da rede mundial: a tal da caixinha de imagens.

E quando as caixinhas de imagem se tornam uma só, o que será que acontece?! A resposta é simples: surge o que chamamos de convergência de mídias, onde tudo o que é visto em uma se repete na outra... E vice-versa. Como exemplo, temos o maior canal de vídeo da internet, o Youtube, fundado por funcionários de um site de transferência de fundos via e-mail. O Youtube nada mais é do que a televisão da internet, onde os próprios usuários é que fazem a programação. E é justamente o Youtube que proporciona fama a milhares de anônimos todos os dias.

São pessoas comuns, intelectuais, artistas, animais e, mais recentemente, até o próprio papa. A desculpa do pontífice é buscar a aproximação dos jovens, mas quem sabe essa não seja uma maneira de Bento XVI garantir um reconhecimento semelhante ao dado a João Paulo II e tornar-se o mais novo papa pop do milênio?! O desejo de ser famoso é quase uma doença, uma obsessão. Tem gente capaz de tudo para aparecer em um flash de um jornal ou estar em capas de revistas, dessas de fofoca.

Porém, esqueceram que vender a imagem pode significar prejuízo a si mesmo, pois a coisa mais fácil que existe é rir ou chorar de uma pessoa na TV (ou internet) e, depois, julgá-la culpada ou inocente por um ato falho que ela comete.

Aos que tentam aparecer pra ser famoso, um recado: a fama, como qualquer coisa na vida, é passageira. Não adianta querer ser o que você não é, e muito menos gravar palavras para um comercial quando não se tem um pingo de conteúdo pra oferecer fora do set. Procure estabelecer prioridades na sua vida que durem muito mais do que “15 minutos de reconhecimento”. Reconheça-se e após esse raio-x interno, apareça na TV sem esperar muito por isso. A audiência agradece.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Olha, que blog maneiro !


Depois do Meme do início do mês, o "Senhor do Tempo" acaba de receber mais uma indicação, dessa vez como um blog super maneiro.
Queria agradecer a todos que fazem esse blog ser reconhecido, através de comentários, críticas, elogios e pontos de vista, principalmente ao José Cláudio que me indicou ao "Olha, que blog maneiro!".

O blog dele é esse aqui: http://idjay-c.blogspot.com/

Para participar é só seguir as seguintes regras!

1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”.

2- Poste o link do blog que te indicou.

3- Indique 10 blogs de sua preferência.

4- Avise seus indicados.

5- Publique as regras.

6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para
olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos
blogs indicados para vericação. Caso os blogs tenham
repassado o selo e as regras corretamente, dentro de
alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.

8- Só vale se todas as regras acima forem seguidas.


Agora, com vocês, os 10 blogs indicados por mim:


Abraços!!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Manual do cafajeste (e outras besteiras mais)

Atenção leitores e leitoras desesperados desse veículo de comunicação pós-moderno e cosmopolita a que batizamos carinhosamente de "Senhor do Tempo".
Tudo o que for escrito nessa postagem não significa exatamente que é o que eu acho ou o que eu costumo fazer. Mas se convir aos meus interesses terrenos, visto que eu só pretendo viver uma vez nessa Terra, eu faço é mesmo!!

Dessa vez resolvi esmiuçar a mente das mulheres, mas só daquelas a quem eu tenho um apreço imenso. Tudo o que eu vi, ouvi, falei, cheirei e outros sentidos a mais, estarão incluídos nessas linhas de pura investigação policial aos moldes de dois sites que eu também tenho um apreço imenso: o "Olhar de Sal de Jack" e o "Manual do Cafajeste". E, por favor, não se sintam acanhados a ler esse conteúdo até aqui impróprio para menores de 17 anos, mas que eu fui obrigado a ler e a escrever...

Sou virgem. Nunca toquei nos seios de uma mulher, a não ser os da minha mãe quando eu era pequeno. Mentira. Já toquei sim - nos da minha penúltima namorada (a que veio antes da última).
Que foi?! Eu avisei...
Só porque eu tenho cara de santinho não quer dizer que eu seja um. Ou pelo menos nunca me canonizaram e eu também nunca fui ao Vaticano!!

Se você é mulher e está lendo este texto, principalmente as amigas que me achavam fofo ou super legal, por favor não corra, eu não mordo (só se você pedir)!! Se você é homem e está lendo este texto, pare de me criticar ou me chamar de louco porque você também já fez isso!! Se você não tem sexo definido ou é assexuado, favor procurar logo um jogo online, tipo Conquer, pra se divertir pulando... Pronto, falei.

Infelizmente, não é sobre sexo ou sexualidade que eu queria falar hoje - isso foi só pra contextualizar o dilema -, e sim sobre o ato de ser cafajeste, safado, sem-vergonha, cachorro, ou qualquer outra denominação regional, que quase sempre acaba em sexo... O homem pode até ser tudo isso, mas a mulher também tem sua grande parte de culpa nessa história. É como dizem por aí: "existem mulheres e mulheres". As da direita são as que vale a pena correr atrás. As da esquerda são só pra pegar e/ou transar - que também significa pegar. Eu meio que odeio quando classificam as mulheres assim, mas é fato. Eu também classifico!

Mulher gosta de homem cafajeste. Admita. Ou você preferiria um namorado doce e meigo que te ligasse toda hora pra saber se você já escovou os dentes, lavou as axilas ou passou remédio naquele furúnculo vermelho cheio de pus?! Mas Marcos, "só as mulheres safadas pra gostarem de homens safados. Pode ter certeza que mulheres direitas querem homens direitos. Disso você pode ter plena certeza" - disse uma amiga minha. Ok. Mas e quando o homem aparenta ser direito, te conquista, te faz ver estrelas e, no terceiro mês de namoro, começa a sair e desligar o telefone sem dar satisfação, te chamar de "Bruninha Bolonhesa" e negar a ouvir sua voz na hora do Domingão do Faustão?! Alguma coisa de errado está acontecendo. E é a sua vez de reagir, mulher!!

Voltando ao caso acima. Não ser cafajeste tem sim a ver com ser besta ou abobado. Tiro isso pela experiência frustrante que tive há uns 2 anos atrás, quando eu estava incluído nessa lista de pessoas super apaixonadas, capazes de sair na chuva pra comprar salgadinho de queijo pra namorada. É meio precipitado dizer, mas a malvada da menina me fez enxergar o mundo de uma outra maneira. Se não fosse uma outra menina, do meu lado Gonçalves Dias, eu ainda seria pior.

Sim, pessoas. Eu toco fogo e saio de perto, como dizem aqui no Nordeste. Como eu nunca mais namorei e nem conquistei ninguém, nem sei se ainda sou assim. Mas eu era de conquistar todas, de uma só vez, deixá-las caidinhas por mim e na hora H dizer que eu queria outra ou que estava gostando de alguém. Quer coisa mais cafajeste que isso?! Mas é a natureza do homem. Vocês não vivem sem nós e nós não vivemos sem vocês. Cada um aprendendo com sua própria queda.

Ser cafajeste está mais ligado a ser macho, viril, robusto... Mostrar pra mulher que ele está no controle, que ele é o dono da situação (o que quase sempre acaba em chifre - que a mulher botou - ou fim do tal "relacionamento"). Sabemos que não é bem assim. Pra ser homem não é preciso malhar o biceps, o triceps, o tetraceps, muito menos dar uma de machão querendo bater em todo mundo. Mas também não é ser uma mosca morta perante os problemas e encará-los como impossíveis de serem resolvidos. Pra ser homem basta uma pitada de força, de emoção, de carinho, de um bom papo e uma cara livre de acnes - sem falar em pelo menos 100 reais no bolso pra fazer a alegria de sua querida companheira.

No mais, vale ser cafajeste sim. Ficou curiosa pra saber se eu me encaixo em uma dessas denominações. Contate-me e seja feliz. Ou infeliz!!

domingo, 11 de janeiro de 2009

A Sombra do Vento

Empolgar-me virou comum. Ultimamente, tenho me empolgado com a maioria das coisas que assisto, ouço ou leio. E não foi diferente com o livro "A Sombra do Vento", do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón. Para os mais atentos, esse foi o livro que inaugurou a sessão "Lendo" daqui do blog, no último mês de dezembro, e o que me devolveu a vontade de ler, perdida depois de "Os Miseráveis" de Victor Hugo.

A história é surpreendente do início ao fim. Tudo começa com o aniversário de 11 anos de Daniel Sempere e sua tristeza por ter esquecido o rosto da mãe, falecida há algum tempo. É quando seu pai resolve levá-lo ao Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar onde histórias abandonadas ficam guardadas à espera de que alguém as descubra.

Em meio a milhares de livros, Daniel encontra um exemplar de "A Sombra do Vento", do escritor barcelonês Julián Carax. Após se fascinar com a história, o garoto resolve conhecer mais sobre aquele autor e é aí que descobre que alguém anda queimando todos os exemplares de obras já escritas por Carax.

Começa então a busca interminável do garoto para descobrir quem anda destruindo seus livros. Durante essa busca, Daniel conhece personagens incríveis ao redor de Barcelona, onde se passa a história, e que vão ajudá-lo a encontrar respostas para esse enigma cruel. Personagens irônicos, misteriosos e também os mais insensíveis, como o severo policial Javier Fumero.

Sem esquecer do teor romântico, "A Sombra do Vento" trata dos assuntos do coração de uma forma plural, exatamente como os amores adolescentes. O aparente amor que Daniel nutre por Clara Barceló, a menina cega filha de um famoso livreiro barcelonês, e a paixão arrebatadora pela irmã de seu melhor amigo, Beatriz Aguilar.

Essa é a mistura que a maioria dos livros deveria ter. Uma história com suspense, romance, ação e a marca da ironia fina, presente na maioria dos diálogos entre Daniel e Fermín Romero de Torres, um ex-mendigo de passado glorioso e que se tornará o grande e verdadeiro amigo de Daniel durante toda a saga. Vale a pena embarcar nessa aventura!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Meme !


Seis coisas e seis links.
Minhas amigas Dina e Sara me indicaram pro Meme!
Você diz seis coisas aleatórias sobre você e indica 6 pessoas (blogs).
É uma espécie de corrente, mas são entre os blogs e vocês vão poder interagir com novos blogueiros pra estreitar mais nossos laços de amizade, o que torna a brincadeira bastante válida e interessante!
O blog da Dina é o "Acorda Pra Vida" [http://acordapravidah.blogspot.com]
Já o blog da Sara é o "Saara Senna"[http://saarasenna.blogspot.com/]

As regras do Meme são as seguinte:

1. Linkar a pessoa que te indicou.
2. Escrever as regras do Meme em seu blog.
3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4. Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5. Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

Agora, as seis coisas sobre mim:

1. Adoro conhecer gente nova. Isso fortalece as relações e me faz cada vez mais acreditar em destino (ou qualquer coisa parecida)
2. Confesso que sou muito teimoso e adoro fazer uma birra. Mas procuro não criar inimigos com isso, sempre pedindo desculpas, mesmo que da forma mais inusitada possível.
3. Amo meus amigos. Costumo encaixá-los na qualidade de amigos e colegas. Quem me conhece ou conhece o blog sabe muito bem disso.
4. Amo música. Qualquer lugar, até uma sala de aula, sem música, pra mim vira um tédio sem precedentes.
5. Confesso ser um conquistador barato, desses que conquista todas as mulheres possíveis e depois pula fora. É a velha história de tocar fogo e sair de perto.
6. Empolgado. Me empolgo com um bocado de coisas (inclusive é esse o fio da meada do meu próximo texto, que sai em breve), e é justamente essa empolgação que me faz ganhar severas decepções. Mas fazer o quê?! This is me !

Os seis blogs que eu indico são:

1- Do Leandro Merlllin:  http://olhardesaldejack.blogspot.com/
2- Do João Júnior: 
http://jhunhior.blogspot.com/
3- Da Kelly Campos: http://kellycampos.blogspot.com/
4- Do Dave Coelho e cia.: http://tali-coisa.blogspot.com/
5- Do Cláudio: http://idjay-c.blogspot.com/
6- Da Raysa: 
http://rah-ysa.blogspot.com/

Beijos!!!
Espero que tenham gostado!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Memórias póstumas de um antigo português...

Andei pensando... Então quer dizer que aprender todas aquelas regras a respeito de acentuação das paroxítonas, do uso do trema e do hífen simplesmente foi perda de tempo? Comprar dicionários e gramáticas caríssimas a fim de aprender um pouco mais pra escrever textos como esse, tudo isso foi por água abaixo?! Quer dizer também que todas as minhas professoras de Língua Portuguesa me ensinaram tudo errado? Vocês não fazem ideia de como isso machuca...

Por falar em "ideia", a pobre coitada perdeu o acento. Ainda quero saber o porquê desse assassinato, que também vitimou a "assembleia", a "geleia", a "jiboia" e até minha amiga Andreia, que jura que nunca foi acentuada. Pura maldade dos que dizem saber demais!

E os grandes best-sellers traduzidos para o português do Brasil até último dia 31? Sim, caro leitor desesperado. Todos eles estão grafados errrados com 0,5% das palavras simplesmente em desuso ortográfico. Ou seria des-uso?!

O uso do hífen é outro mistério. Confesso a você que eu nunca fui fã desse tracinho insuportável, e que, depois do advento da internet, eu prefiri muito mais o _ (underline). Mais só a nível de curiosidade, ninguém sabe se "manda-chuva" se escreve desse jeito ou vira "mandachuva"; ninguém sabe se o certo é "pára-choque", "para-choque" ou "parachoque". Pelo menos são as dúvidas que os três maiores dicionários da nossa língua, o Aurélio, o Houaiss e o Michaelis, também têm. Ah! Os verbos ter e vir continuam com acento circunflexo na terceira pessoa do plural. Pelo menos isso...

E ainda insisto em pensar. Como será que as palavras reagiram a esse acordo?! Tentemos imaginar:

A ideia chega inconsolável.
- Para. Eu estou confusa.
A assembleia, com seu ar heroico, aparece em pelo.
- Pelo amor de Deus. Isso só vai facilitar nossas vidas. Eu pelo menos odiava ter algo pontiagudo em minha humilde letra "e". Pra mim não faz diferença.
- Isso porque pra você pouco importa ter ou não ter o acento. - disse a pera, enfurecida, sem saber se é uma fruta ou uma variação da forma verbal "espera".
- Calma lá. Ainda quero saber se eu fico juntinho com minha amiga lama ou se continuo separado com aquele tracinho saliente. - disse o paralama, ainda sem saber seu real destino.
- Por isso que acho que deveríamos alçar voo e ler mais livros de autoajuda, pra ver se essa paranoia acaba. Os cinquenta primeiros, façam o favor de me seguir. Afinal, ainda temos de recepcionar as três novas letras de nosso querido alfabeto - disse o minidicionário, todo garboso com a tal reforma.

Melhor mesmo é esperar o Vocabulário Ortográfico, do lexicólogo Evanildo Bechara, que deve sair em fevereiro próximo ou as atualizações do Word, da gigante Microsoft, que promete turbinar o programa o mais rápido possível. Quem viver, verá!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Desilusões de ano novo

Que "ano novo" é tempo de fazer diferente, isso todo mundo já sabe. Por incrível que pareça, a única época em que pensamos mudar a posição das gavetas do armário, renovar o estoque de roupas brancas ou fazer certas simpatias que parecem não existir o ano inteiro, é no reveillon. Também pudera...

É tempo de dizer para o vizinho o quanto ele é importante e pedir desculpas pelas vezes que se colocou o lixo pingando na calçada/lixeira alheia. É momento de abrir o coração (e a carteira) e passear com os filhos naquele shopping lotado em pleno dia 31. E é tempo, principalmente, de se pensar nas famosas "resoluções de ano novo", que, quase sempre, viram "desilusões de ano novo", haja vista o número infinito de itens na listinha.

Tem gente que diz querer emagrecer, mas que faz de sua ceia de ano novo um complemento à ceia de Natal. Tem uns mal-acabados por aí que dizem que no ano seguinte vão parar de beber, mas acabam acordando no 1º de Janeiro com uma ressaca maior do que aquela que o motivou a fazer tal resolução. E tem aqueles aficionados à tecnologia, que dizem que resolução boa mesmo só uma TV de LCD Full HD, com conexão HDMI, é que tem!!

A dica, nesse caso, é fazer apenas uma resolução: prometer a si mesmo cumprir todas as suas promessas, e não deixar palavras ao vento. Se não pode, não prometa! Isso serviria para os políticos, se eles lessem esse texto e não estivessem preocupados em preparar o primeiro golpe de corrupção do ano novo. Seria trágico, se não fosse cômico.

A novidade está aí e ela tem tudo pra ser uma novidade melhor. Vai de cada um de nós fazermos do nosso espaço um espaço bom pra se viver. Prometer menos, cumprir mais, realizar vontades, cuidar do próximo e deixar de lado tudo o que se chamar ou parecer dinheiro. Deixar de lado não; usar com parcimônia, diria. Pois tudo demais é sobra, a começar por um ano, como esse que acaba, com 366 dias.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Crepúsculo

"Crepúsculo" tinha tudo pra ser só mais um filme, daqueles tipo "Romance". Mas ainda bem que não foi. Apresento-lhes agora tudo - ou pelo menos alguma coisa - que esse futuro sucesso de bilheteria no Brasil ou, como disse o vendedor da livraria onde o livro homônimo vem ganhando cada vez mais espaço, um misto entre "Código da Vinci" e "Anjos e Demônios", tem a oferecer.

Até agora não entendi de onde foi que o tal vendedor tirou que "Twilight" parece com "The Da Vinci Code". Deve ser por causa do fenômeno mundial de vendas de ambos os livros. O fato é que poucas histórias que vi no cinema me fizeram curioso, pensando no que iria acontecer depois, com o desenrolar de tudo. "Crepúsculo" foi uma delas.

É o típico filme pra você parar, pegar a pipoca, se recostar na poltrona e perder a noção do tempo, principalmente na hora dos voos do "vampirinho camarada", abraçado à "humanazinha solitária", com uma paisagem ao fundo que eu dava tudo pra saber se existe de verdade e se está aberta pra visitação.

O filme, porém, peca em diversos aspectos, como na adaptação do livro para as telas (não o li ainda, mas já ouvi muita gente dizer que faltou a "pegada" que a escritora Stephenie Meyer projetou originalmente) e em alguns efeitos especiais pra demonstrar a habilidade do incrível Edward Cullen, interpretado brilhantemente pelo ator Robert Pattinson. O resto (e tudo aquilo o que você ousar ouvir) é pura crítica. Uma historinha cool, diria: o amor entre um vampiro e uma humana. Mas que vai bem além disso...

Pra começar, vampiros aqui não bebem sangue de gente. É até anti-lendário, mas Edward Cullen só quer saber das hemácias de animais. De Bella Swan jamais... Pelo menos a idéia de que vampiro não pega sol prevalece. Isso salva suas expectativas?! Que nada. Se pensou em monstruosidade, esqueça. "Twilight" tá mais pra romance dramático adolescente do que pra filme de terror. Talvez seja esse o motivo da história conquistar tantos fãs mundo afora: a vontade adolescente de ser forte, sedutor e imortal, como disse Liz Vamp em entrevista ao site G1 e que você confere clicando nesse link.

A trilha sonora é bem dinâmica, adolescente e especialmente selecionada, mas espero que melhore em 2009 com "Lua Nova", a continuação de "Crepúsculo", também baseado na continuação da série literária, com data marcada pra estréia nos EUA em 20 de Novembro. Quem for ao cinema só pra ouvir "Decode", do Paramore, em uma das cenas do casal, por exemplo, vai se arrepender pra todo o sempre. Acontece que músicas ao piano são mais apropriadas pra ocasião, e "Decode" chamou muita atenção em terras tupiniquins.

Outra coisa. Assisti dublado. Pode me criticar, mas saiba que foi escolha minha, assim como de mais de 200 desesperados que o cinema pôde comportar. Mas dublado é sempre melhor: você não corre o risco de perder um detalhe (ah, o filme é cheio de detalhes) crucial do filme porque estava lendo a legenda, nem de deixar de ler a própria legenda. Gostos; cada um tem o seu...

Enfim! Um filme pra se ter em DVD e assistir até o disco arranhar. Assim é "Crepúsculo". E olha que eu sou chato pra analisar películas, principalmente quando a sala do cinema tá cheia de pré-adolescentes gritando pra ter seu próprio Edward Cullen...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Métodos Marckosianos de ver a vida (2)

A gente aprende com o tempo. 1 ano se passou desde que eu criei esse blog e tanta coisa aconteceu que fica até difícil fazer uma lista de final de ano e pedir que 2009 seja melhor que 2008. Tá certo, 2009 deve ser melhor que 2008 em um monte de aspectos, mas se desse pra ser igualzinho só que diferente, como diz meu ex-professor Flávio César, seria como se existisse a nona maravilha do mundo…

Sim, meus caros leitores. De grosso e estúpido do último semestre, passei a ser tarado, nerd e uma porrada de outros adjetivos que meus novos amigos resolveram colocar em mim. Poucos verdadeiros e novos amigos, ainda diria. Poucos porque, ainda, são poucos os que me aguentam (dessa vez sem o trema) e concordam em gênero, número e grau com o que digo.

E antes que você me pergunte sobre os “colegas” de outrora, queria dizer-te (ênclise) que alguns, ou melhor, a maioria deles, ainda continuam na condição de colegas, e outros, a minoria, como era de se esperar, viraram o que eu chamaria de amigos, que erram, mas me consertam diariamente, fazendo com que eu aprenda cada vez mais o verdadeiro valor de uma boa amizade.

Marckosiano, só pra que você entenda, vem de uma brincadeira da única namorada que tive nesse ano, Thaís Marques. Eu gostava dela, confesso. Mas quando a gente resolveu dizer que tava namorando, parece que o nosso mundo fez foi desmoronar, como se algo (ou alguém) não quisesse que a gente ficasse junto.

E o encontro entre o Poeta e a Inspiração, que rendeu sófregas indagações aqui mesmo nesse blog?! O Poeta pensou que a poesia que escrevia se desmancharia logo após o beijo no rosto seguido de um abraço apertado que dera na Inspiração. Ela, pela primeira vez, parecia retribuir um gesto guardado em segredo pelos dois. Ela, no auge de sua curiosidade, e ele, no auge de sua paixão. Mas paixão, de acordo com a história de Tristão e Isolda, só dura 3 anos. Exatamente o tempo que os dois esperaram completar para poderem se encontrar…

Mas se é pra ver a vida, vamos ao que interessa. Em todo lugar existe inveja, mas também, em todo lugar, existe alguém esperando pra ser teu amigo. Todo mundo erra, mas todos nós acertamos mais cedo ou mais tarde. A verdade está lá, na sua cara, mas fica difícil acreditar quando a menina parece ser a mais santinha da escola. A traição, de quem quer que seja, pode ser perdoada, desde que não seja por você. O vestibular foi e sempre será assunto de todo o seu ensino médio, pode apostar. Machado de Assis era negro e não moreno, mulato ou mestiço como pintam por aí; o Maranhão é uma Grande Mentira; Jesus Cristo, dizendo os astrônomos, nasceu em 17 de Junho; a Guerra dos Farrapos foi comandada por almofadinhas; a menina Isabella não foi assassinada pelos pais; eu ainda gosto dela (não da menina Isabella, e sim de uma terceira pessoa); aprendi a tocar “Another Brick in the Wall” no violão; passei a noite fora pela primeira vez; beijei duas das minhas melhores amigas no mesmo dia (e quase ao mesmo tempo…); aguentei porre de um melhor amigo; aguentei saber que um colega meu ficou com uma grande amiga minha; sofri; ri; chorei; calado. Conheci umas três meninas que eu dava tudo pra ficar com elas, mas elas têm namorado. Melhor deixá-las namorando mesmo, senão a confusão na vida delas se instaura de uma maneira que eu nem quero me meter. Melhor mesmo é parar de escrever, pular para o próximo parágrafo e prometer uma continuação para esse fenômeno da literatura de computador.

Porque pra ser Marckosiano precisa ter muita paciência e um bocadinho da virtú de Maquiavel. Mas eu ainda prefiro ter a Inspiração por perto…

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Então tá, vamos falar de música…

O título do texto já diz tudo, caro leitor. Hoje, aquelas crônicas com crítica a tudo simplesmente desaparecem como que por passe de mágica. Mágica essa que anda rondando minha humilde vida. Mas se eu for falar dessa vida que tanto anda me surpreendendo, o texto se estende, as palavras vão fluindo e meu objetivo de contar-lhes algumas das músicas que mais ando ouvindo simplesmente cessará. Então tá, vamos falar de música!

1. Katy Perry – Hot ‘N Cold

A mudança tão constante das pessoas. O fato de elas uma hora quererem uma coisa e logo depois desejarem outra completamente diferente. Tô percebendo isso em alguns à minha volta. Sem falar na batida dançante da música da garota que diz que adorou beijar outras garotas…

2. John Mayer – Say

Descobri essa música meio que por acaso, lá no site de videos da MTV gringa. O fato é que eu me apaixonei pela letra, pela melodia e pelo filme de onde ela aparentemente saiu. “Antes de Partir” (“The Bucket List”, em inglês) não é só um filme. É uma história, uma lição de vida e uma forma de esquecer os aparentes problemas. Recomendo – a música e o filme.

3. Túlio Deck e Di Ferrero – Tudo Passa

Ouvir Jovem Pan à noitinha fazendo dever de Matemática, se não me engano, serviu pra alguma coisa. A esperança de resolver todos as nossas dificuldades, a vontade de falar a verdade só pra que tudo se ajeite, um desabafo… Trilha de novela, viu. Não tô falando nada à toa por aqui!

4. Paramore – Decode

A palavra “decode” em português quer dizer “decifrar, traduzir”. Pode-se dizer que o sentido principal dessa música se faz por tentar decifrar um sentimento ainda desconhecido dentro de nós mesmos. Escolhida pra fazer parte da trilha sonora do filme “Crepúsculo”, que estréia no Brasil dois dias após o meu aniversário, “Decode” parece querer me passar uma lição em seu refrão. A lição por enquanto se dá muito mais no sentido de achar que conheço alguém muito bem e que, mais cedo ou mais tarde, irei me decepcionar com ela. “Well, I think I know…”

5. Chimarruts – Versos Simples

Pra quê mostrar riqueza material pra quem se ama?! Pra quê demonstrar carinho e apreço através de algo que mais cedo ou mais tarde se findará? Como disseram os Titãs certa vez, “não existe o amor, apenas provas de amor”. E escrever, demonstrando um pouco do muito que se sente, e de uma forma simples, pode ser um jeito de provar esse tal amor que tanto toma conta de você.

6. Cláudia Leite – Pássaros

Pra terminar, trago a vocês a canção da liberdade, da sensação de acordar e ver que um novo dia nasceu e que já é hora e momento de tentar fazer tudo diferente. Voar, usando as asas da imaginação, em uma busca que não se acabará jamais: a eterna vontade de encontrar seu verdadeiro amor…

Por enquanto é isso. Pra ouvir e baixar todas as músicas aqui citadas basta clicar em cima do nome de cada uma delas. Queria confessar a vocês que sou melhor escrevendo do que descrevendo, principalmente quando o texto se torna tão subjetivo e onde minhas sensações viram parte da canção. Para saber o que mais eu tô ouvindo nesse mundo de meu Deus, acesse meu perfil na Last.fm: http://www.lastfm.com.br/user/markoso17

Abraços a todos e até mais.