domingo, 11 de janeiro de 2009

A Sombra do Vento

Empolgar-me virou comum. Ultimamente, tenho me empolgado com a maioria das coisas que assisto, ouço ou leio. E não foi diferente com o livro "A Sombra do Vento", do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón. Para os mais atentos, esse foi o livro que inaugurou a sessão "Lendo" daqui do blog, no último mês de dezembro, e o que me devolveu a vontade de ler, perdida depois de "Os Miseráveis" de Victor Hugo.

A história é surpreendente do início ao fim. Tudo começa com o aniversário de 11 anos de Daniel Sempere e sua tristeza por ter esquecido o rosto da mãe, falecida há algum tempo. É quando seu pai resolve levá-lo ao Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar onde histórias abandonadas ficam guardadas à espera de que alguém as descubra.

Em meio a milhares de livros, Daniel encontra um exemplar de "A Sombra do Vento", do escritor barcelonês Julián Carax. Após se fascinar com a história, o garoto resolve conhecer mais sobre aquele autor e é aí que descobre que alguém anda queimando todos os exemplares de obras já escritas por Carax.

Começa então a busca interminável do garoto para descobrir quem anda destruindo seus livros. Durante essa busca, Daniel conhece personagens incríveis ao redor de Barcelona, onde se passa a história, e que vão ajudá-lo a encontrar respostas para esse enigma cruel. Personagens irônicos, misteriosos e também os mais insensíveis, como o severo policial Javier Fumero.

Sem esquecer do teor romântico, "A Sombra do Vento" trata dos assuntos do coração de uma forma plural, exatamente como os amores adolescentes. O aparente amor que Daniel nutre por Clara Barceló, a menina cega filha de um famoso livreiro barcelonês, e a paixão arrebatadora pela irmã de seu melhor amigo, Beatriz Aguilar.

Essa é a mistura que a maioria dos livros deveria ter. Uma história com suspense, romance, ação e a marca da ironia fina, presente na maioria dos diálogos entre Daniel e Fermín Romero de Torres, um ex-mendigo de passado glorioso e que se tornará o grande e verdadeiro amigo de Daniel durante toda a saga. Vale a pena embarcar nessa aventura!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Meme !


Seis coisas e seis links.
Minhas amigas Dina e Sara me indicaram pro Meme!
Você diz seis coisas aleatórias sobre você e indica 6 pessoas (blogs).
É uma espécie de corrente, mas são entre os blogs e vocês vão poder interagir com novos blogueiros pra estreitar mais nossos laços de amizade, o que torna a brincadeira bastante válida e interessante!
O blog da Dina é o "Acorda Pra Vida" [http://acordapravidah.blogspot.com]
Já o blog da Sara é o "Saara Senna"[http://saarasenna.blogspot.com/]

As regras do Meme são as seguinte:

1. Linkar a pessoa que te indicou.
2. Escrever as regras do Meme em seu blog.
3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4. Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5. Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

Agora, as seis coisas sobre mim:

1. Adoro conhecer gente nova. Isso fortalece as relações e me faz cada vez mais acreditar em destino (ou qualquer coisa parecida)
2. Confesso que sou muito teimoso e adoro fazer uma birra. Mas procuro não criar inimigos com isso, sempre pedindo desculpas, mesmo que da forma mais inusitada possível.
3. Amo meus amigos. Costumo encaixá-los na qualidade de amigos e colegas. Quem me conhece ou conhece o blog sabe muito bem disso.
4. Amo música. Qualquer lugar, até uma sala de aula, sem música, pra mim vira um tédio sem precedentes.
5. Confesso ser um conquistador barato, desses que conquista todas as mulheres possíveis e depois pula fora. É a velha história de tocar fogo e sair de perto.
6. Empolgado. Me empolgo com um bocado de coisas (inclusive é esse o fio da meada do meu próximo texto, que sai em breve), e é justamente essa empolgação que me faz ganhar severas decepções. Mas fazer o quê?! This is me !

Os seis blogs que eu indico são:

1- Do Leandro Merlllin:  http://olhardesaldejack.blogspot.com/
2- Do João Júnior: 
http://jhunhior.blogspot.com/
3- Da Kelly Campos: http://kellycampos.blogspot.com/
4- Do Dave Coelho e cia.: http://tali-coisa.blogspot.com/
5- Do Cláudio: http://idjay-c.blogspot.com/
6- Da Raysa: 
http://rah-ysa.blogspot.com/

Beijos!!!
Espero que tenham gostado!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Memórias póstumas de um antigo português...

Andei pensando... Então quer dizer que aprender todas aquelas regras a respeito de acentuação das paroxítonas, do uso do trema e do hífen simplesmente foi perda de tempo? Comprar dicionários e gramáticas caríssimas a fim de aprender um pouco mais pra escrever textos como esse, tudo isso foi por água abaixo?! Quer dizer também que todas as minhas professoras de Língua Portuguesa me ensinaram tudo errado? Vocês não fazem ideia de como isso machuca...

Por falar em "ideia", a pobre coitada perdeu o acento. Ainda quero saber o porquê desse assassinato, que também vitimou a "assembleia", a "geleia", a "jiboia" e até minha amiga Andreia, que jura que nunca foi acentuada. Pura maldade dos que dizem saber demais!

E os grandes best-sellers traduzidos para o português do Brasil até último dia 31? Sim, caro leitor desesperado. Todos eles estão grafados errrados com 0,5% das palavras simplesmente em desuso ortográfico. Ou seria des-uso?!

O uso do hífen é outro mistério. Confesso a você que eu nunca fui fã desse tracinho insuportável, e que, depois do advento da internet, eu prefiri muito mais o _ (underline). Mais só a nível de curiosidade, ninguém sabe se "manda-chuva" se escreve desse jeito ou vira "mandachuva"; ninguém sabe se o certo é "pára-choque", "para-choque" ou "parachoque". Pelo menos são as dúvidas que os três maiores dicionários da nossa língua, o Aurélio, o Houaiss e o Michaelis, também têm. Ah! Os verbos ter e vir continuam com acento circunflexo na terceira pessoa do plural. Pelo menos isso...

E ainda insisto em pensar. Como será que as palavras reagiram a esse acordo?! Tentemos imaginar:

A ideia chega inconsolável.
- Para. Eu estou confusa.
A assembleia, com seu ar heroico, aparece em pelo.
- Pelo amor de Deus. Isso só vai facilitar nossas vidas. Eu pelo menos odiava ter algo pontiagudo em minha humilde letra "e". Pra mim não faz diferença.
- Isso porque pra você pouco importa ter ou não ter o acento. - disse a pera, enfurecida, sem saber se é uma fruta ou uma variação da forma verbal "espera".
- Calma lá. Ainda quero saber se eu fico juntinho com minha amiga lama ou se continuo separado com aquele tracinho saliente. - disse o paralama, ainda sem saber seu real destino.
- Por isso que acho que deveríamos alçar voo e ler mais livros de autoajuda, pra ver se essa paranoia acaba. Os cinquenta primeiros, façam o favor de me seguir. Afinal, ainda temos de recepcionar as três novas letras de nosso querido alfabeto - disse o minidicionário, todo garboso com a tal reforma.

Melhor mesmo é esperar o Vocabulário Ortográfico, do lexicólogo Evanildo Bechara, que deve sair em fevereiro próximo ou as atualizações do Word, da gigante Microsoft, que promete turbinar o programa o mais rápido possível. Quem viver, verá!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Desilusões de ano novo

Que "ano novo" é tempo de fazer diferente, isso todo mundo já sabe. Por incrível que pareça, a única época em que pensamos mudar a posição das gavetas do armário, renovar o estoque de roupas brancas ou fazer certas simpatias que parecem não existir o ano inteiro, é no reveillon. Também pudera...

É tempo de dizer para o vizinho o quanto ele é importante e pedir desculpas pelas vezes que se colocou o lixo pingando na calçada/lixeira alheia. É momento de abrir o coração (e a carteira) e passear com os filhos naquele shopping lotado em pleno dia 31. E é tempo, principalmente, de se pensar nas famosas "resoluções de ano novo", que, quase sempre, viram "desilusões de ano novo", haja vista o número infinito de itens na listinha.

Tem gente que diz querer emagrecer, mas que faz de sua ceia de ano novo um complemento à ceia de Natal. Tem uns mal-acabados por aí que dizem que no ano seguinte vão parar de beber, mas acabam acordando no 1º de Janeiro com uma ressaca maior do que aquela que o motivou a fazer tal resolução. E tem aqueles aficionados à tecnologia, que dizem que resolução boa mesmo só uma TV de LCD Full HD, com conexão HDMI, é que tem!!

A dica, nesse caso, é fazer apenas uma resolução: prometer a si mesmo cumprir todas as suas promessas, e não deixar palavras ao vento. Se não pode, não prometa! Isso serviria para os políticos, se eles lessem esse texto e não estivessem preocupados em preparar o primeiro golpe de corrupção do ano novo. Seria trágico, se não fosse cômico.

A novidade está aí e ela tem tudo pra ser uma novidade melhor. Vai de cada um de nós fazermos do nosso espaço um espaço bom pra se viver. Prometer menos, cumprir mais, realizar vontades, cuidar do próximo e deixar de lado tudo o que se chamar ou parecer dinheiro. Deixar de lado não; usar com parcimônia, diria. Pois tudo demais é sobra, a começar por um ano, como esse que acaba, com 366 dias.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Crepúsculo

"Crepúsculo" tinha tudo pra ser só mais um filme, daqueles tipo "Romance". Mas ainda bem que não foi. Apresento-lhes agora tudo - ou pelo menos alguma coisa - que esse futuro sucesso de bilheteria no Brasil ou, como disse o vendedor da livraria onde o livro homônimo vem ganhando cada vez mais espaço, um misto entre "Código da Vinci" e "Anjos e Demônios", tem a oferecer.

Até agora não entendi de onde foi que o tal vendedor tirou que "Twilight" parece com "The Da Vinci Code". Deve ser por causa do fenômeno mundial de vendas de ambos os livros. O fato é que poucas histórias que vi no cinema me fizeram curioso, pensando no que iria acontecer depois, com o desenrolar de tudo. "Crepúsculo" foi uma delas.

É o típico filme pra você parar, pegar a pipoca, se recostar na poltrona e perder a noção do tempo, principalmente na hora dos voos do "vampirinho camarada", abraçado à "humanazinha solitária", com uma paisagem ao fundo que eu dava tudo pra saber se existe de verdade e se está aberta pra visitação.

O filme, porém, peca em diversos aspectos, como na adaptação do livro para as telas (não o li ainda, mas já ouvi muita gente dizer que faltou a "pegada" que a escritora Stephenie Meyer projetou originalmente) e em alguns efeitos especiais pra demonstrar a habilidade do incrível Edward Cullen, interpretado brilhantemente pelo ator Robert Pattinson. O resto (e tudo aquilo o que você ousar ouvir) é pura crítica. Uma historinha cool, diria: o amor entre um vampiro e uma humana. Mas que vai bem além disso...

Pra começar, vampiros aqui não bebem sangue de gente. É até anti-lendário, mas Edward Cullen só quer saber das hemácias de animais. De Bella Swan jamais... Pelo menos a idéia de que vampiro não pega sol prevalece. Isso salva suas expectativas?! Que nada. Se pensou em monstruosidade, esqueça. "Twilight" tá mais pra romance dramático adolescente do que pra filme de terror. Talvez seja esse o motivo da história conquistar tantos fãs mundo afora: a vontade adolescente de ser forte, sedutor e imortal, como disse Liz Vamp em entrevista ao site G1 e que você confere clicando nesse link.

A trilha sonora é bem dinâmica, adolescente e especialmente selecionada, mas espero que melhore em 2009 com "Lua Nova", a continuação de "Crepúsculo", também baseado na continuação da série literária, com data marcada pra estréia nos EUA em 20 de Novembro. Quem for ao cinema só pra ouvir "Decode", do Paramore, em uma das cenas do casal, por exemplo, vai se arrepender pra todo o sempre. Acontece que músicas ao piano são mais apropriadas pra ocasião, e "Decode" chamou muita atenção em terras tupiniquins.

Outra coisa. Assisti dublado. Pode me criticar, mas saiba que foi escolha minha, assim como de mais de 200 desesperados que o cinema pôde comportar. Mas dublado é sempre melhor: você não corre o risco de perder um detalhe (ah, o filme é cheio de detalhes) crucial do filme porque estava lendo a legenda, nem de deixar de ler a própria legenda. Gostos; cada um tem o seu...

Enfim! Um filme pra se ter em DVD e assistir até o disco arranhar. Assim é "Crepúsculo". E olha que eu sou chato pra analisar películas, principalmente quando a sala do cinema tá cheia de pré-adolescentes gritando pra ter seu próprio Edward Cullen...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Métodos Marckosianos de ver a vida (2)

A gente aprende com o tempo. 1 ano se passou desde que eu criei esse blog e tanta coisa aconteceu que fica até difícil fazer uma lista de final de ano e pedir que 2009 seja melhor que 2008. Tá certo, 2009 deve ser melhor que 2008 em um monte de aspectos, mas se desse pra ser igualzinho só que diferente, como diz meu ex-professor Flávio César, seria como se existisse a nona maravilha do mundo…

Sim, meus caros leitores. De grosso e estúpido do último semestre, passei a ser tarado, nerd e uma porrada de outros adjetivos que meus novos amigos resolveram colocar em mim. Poucos verdadeiros e novos amigos, ainda diria. Poucos porque, ainda, são poucos os que me aguentam (dessa vez sem o trema) e concordam em gênero, número e grau com o que digo.

E antes que você me pergunte sobre os “colegas” de outrora, queria dizer-te (ênclise) que alguns, ou melhor, a maioria deles, ainda continuam na condição de colegas, e outros, a minoria, como era de se esperar, viraram o que eu chamaria de amigos, que erram, mas me consertam diariamente, fazendo com que eu aprenda cada vez mais o verdadeiro valor de uma boa amizade.

Marckosiano, só pra que você entenda, vem de uma brincadeira da única namorada que tive nesse ano, Thaís Marques. Eu gostava dela, confesso. Mas quando a gente resolveu dizer que tava namorando, parece que o nosso mundo fez foi desmoronar, como se algo (ou alguém) não quisesse que a gente ficasse junto.

E o encontro entre o Poeta e a Inspiração, que rendeu sófregas indagações aqui mesmo nesse blog?! O Poeta pensou que a poesia que escrevia se desmancharia logo após o beijo no rosto seguido de um abraço apertado que dera na Inspiração. Ela, pela primeira vez, parecia retribuir um gesto guardado em segredo pelos dois. Ela, no auge de sua curiosidade, e ele, no auge de sua paixão. Mas paixão, de acordo com a história de Tristão e Isolda, só dura 3 anos. Exatamente o tempo que os dois esperaram completar para poderem se encontrar…

Mas se é pra ver a vida, vamos ao que interessa. Em todo lugar existe inveja, mas também, em todo lugar, existe alguém esperando pra ser teu amigo. Todo mundo erra, mas todos nós acertamos mais cedo ou mais tarde. A verdade está lá, na sua cara, mas fica difícil acreditar quando a menina parece ser a mais santinha da escola. A traição, de quem quer que seja, pode ser perdoada, desde que não seja por você. O vestibular foi e sempre será assunto de todo o seu ensino médio, pode apostar. Machado de Assis era negro e não moreno, mulato ou mestiço como pintam por aí; o Maranhão é uma Grande Mentira; Jesus Cristo, dizendo os astrônomos, nasceu em 17 de Junho; a Guerra dos Farrapos foi comandada por almofadinhas; a menina Isabella não foi assassinada pelos pais; eu ainda gosto dela (não da menina Isabella, e sim de uma terceira pessoa); aprendi a tocar “Another Brick in the Wall” no violão; passei a noite fora pela primeira vez; beijei duas das minhas melhores amigas no mesmo dia (e quase ao mesmo tempo…); aguentei porre de um melhor amigo; aguentei saber que um colega meu ficou com uma grande amiga minha; sofri; ri; chorei; calado. Conheci umas três meninas que eu dava tudo pra ficar com elas, mas elas têm namorado. Melhor deixá-las namorando mesmo, senão a confusão na vida delas se instaura de uma maneira que eu nem quero me meter. Melhor mesmo é parar de escrever, pular para o próximo parágrafo e prometer uma continuação para esse fenômeno da literatura de computador.

Porque pra ser Marckosiano precisa ter muita paciência e um bocadinho da virtú de Maquiavel. Mas eu ainda prefiro ter a Inspiração por perto…

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Então tá, vamos falar de música…

O título do texto já diz tudo, caro leitor. Hoje, aquelas crônicas com crítica a tudo simplesmente desaparecem como que por passe de mágica. Mágica essa que anda rondando minha humilde vida. Mas se eu for falar dessa vida que tanto anda me surpreendendo, o texto se estende, as palavras vão fluindo e meu objetivo de contar-lhes algumas das músicas que mais ando ouvindo simplesmente cessará. Então tá, vamos falar de música!

1. Katy Perry – Hot ‘N Cold

A mudança tão constante das pessoas. O fato de elas uma hora quererem uma coisa e logo depois desejarem outra completamente diferente. Tô percebendo isso em alguns à minha volta. Sem falar na batida dançante da música da garota que diz que adorou beijar outras garotas…

2. John Mayer – Say

Descobri essa música meio que por acaso, lá no site de videos da MTV gringa. O fato é que eu me apaixonei pela letra, pela melodia e pelo filme de onde ela aparentemente saiu. “Antes de Partir” (“The Bucket List”, em inglês) não é só um filme. É uma história, uma lição de vida e uma forma de esquecer os aparentes problemas. Recomendo – a música e o filme.

3. Túlio Deck e Di Ferrero – Tudo Passa

Ouvir Jovem Pan à noitinha fazendo dever de Matemática, se não me engano, serviu pra alguma coisa. A esperança de resolver todos as nossas dificuldades, a vontade de falar a verdade só pra que tudo se ajeite, um desabafo… Trilha de novela, viu. Não tô falando nada à toa por aqui!

4. Paramore – Decode

A palavra “decode” em português quer dizer “decifrar, traduzir”. Pode-se dizer que o sentido principal dessa música se faz por tentar decifrar um sentimento ainda desconhecido dentro de nós mesmos. Escolhida pra fazer parte da trilha sonora do filme “Crepúsculo”, que estréia no Brasil dois dias após o meu aniversário, “Decode” parece querer me passar uma lição em seu refrão. A lição por enquanto se dá muito mais no sentido de achar que conheço alguém muito bem e que, mais cedo ou mais tarde, irei me decepcionar com ela. “Well, I think I know…”

5. Chimarruts – Versos Simples

Pra quê mostrar riqueza material pra quem se ama?! Pra quê demonstrar carinho e apreço através de algo que mais cedo ou mais tarde se findará? Como disseram os Titãs certa vez, “não existe o amor, apenas provas de amor”. E escrever, demonstrando um pouco do muito que se sente, e de uma forma simples, pode ser um jeito de provar esse tal amor que tanto toma conta de você.

6. Cláudia Leite – Pássaros

Pra terminar, trago a vocês a canção da liberdade, da sensação de acordar e ver que um novo dia nasceu e que já é hora e momento de tentar fazer tudo diferente. Voar, usando as asas da imaginação, em uma busca que não se acabará jamais: a eterna vontade de encontrar seu verdadeiro amor…

Por enquanto é isso. Pra ouvir e baixar todas as músicas aqui citadas basta clicar em cima do nome de cada uma delas. Queria confessar a vocês que sou melhor escrevendo do que descrevendo, principalmente quando o texto se torna tão subjetivo e onde minhas sensações viram parte da canção. Para saber o que mais eu tô ouvindo nesse mundo de meu Deus, acesse meu perfil na Last.fm: http://www.lastfm.com.br/user/markoso17

Abraços a todos e até mais.

sábado, 22 de novembro de 2008

(Eu) Sonho Coletivo

Algumas pessoas que conheço dizem odiar andar de ônibus. Também pudera. Toda aquela coletividade apertada, os odores desagradáveis, o barulho abafado e o desconforto característico da lotação, que já fazem parte de nossa realidade, chegam a cansar o trabalhador ou o estudante antes mesmo do início de sua rotina dita “oficial”.

Por outro lado, ainda existe uma gama de gente que adora sentir aquele vento no rosto, sentado na cadeira confortável, ao lado da janela. Para eles, puxar a cordinha é uma arte. Confesso que sou um deles. Não que o transporte coletivo não me irrite, pelo contrário, ele me irrita e muito. Mas certas coisas que a gente vê ou escuta acabam mudando nossa opinião, pelo menos por agora…

Primeiro foi aquela garota. Ela devia estar mascando chiclete ou algo do gênero. Falava com a mãe pela janela do ônibus. Dizia que iria encontrá-la por volta das 10 da noite, perto de seu curso, do outro lado da cidade. Era linda e devia ter seus 18 ou 19 anos. Estranha essa minha mania de me apaixonar por simples atos de todo mundo…

Depois aquele menino. Parecia ser pobre e devia ter seus 10 ou 11 aniversários. Ao passar por uma loja já enfeitada para o Natal, ele vê o “Papai Noel”. E faz um pedido, sem a mínima vergonha, aquela que aparentemente eu ou você teríamos. Ele pede, com a mais árdua vontade, um velocípede. Incrível como o sonho da infância nos faz pensar tanto em nossos sonhos de adulto…

Mais incrível ainda é saber que os sonhos de adulto também nos servem como lição!! Ele devia ter suas 36 ou 37 primaveras. Entoava um lindo salmo, logo pela manhã, bem no momento em que eu entrava no “buzão”. Depois de uns 5 km rodados pelo motorista, seu sonho de ser cantor fora explicitado pra todos que estavam naquele local. Contava sua história de luta, fé e força de vontade para quem quisesse ouvir. Hoje, depois de ter feito curso na Escola de Música do Maranhão, é cantor de uma igreja evangélica e ainda sonha em comprar outros equipamentos musicais. Sonhos que podemos ter…

É por isso, exatamente por isso, que a coletividade me fascina e me aterroriza; me seduz e me corrói; me maltrata e me perdoa. Tanta gente igual a você cercada pelo silêncio, sentadas sem trocar uma palavra sequer e quase sempre com pressa. Pessoas vendendo bombons em busca de um trocado pra tocar a vida. Gente cansada que daria tudo por, ao invés de cadeiras, camas espalhadas por aquele chão de alumínio friozinho e que todo mundo pisa. Pessoas que poderiam te salvar de qualquer coisa, mas não o fazem porque simplesmente não te conhecem (ou não quiseram conhecer).

Agora, quando sair de casa, saia pensando que você pode (e deve) aprender com os sonhos dos outros. Não saia de casa pensando que você vai pegar um ônibus só pra se estressar, sujar sua roupa ou ficar com uma alergia causada por fungos (como eu fiquei), devido à sujeira de um desses carros por aí. Bem mais incrível que tudo dito incrível nesse texto é imaginar que menos de um ano indo todo dia pra escola de ônibus me fizeram alguém melhor, apesar de tudo!!

Estranho mesmo seria se eu não sonhasse coletivo! Afinal, andar de ônibus é “indie”…

sábado, 15 de novembro de 2008

Segundo Ato – A Inútil Solidão

Definitivamente, o homem é sim uma ilha. Que me desculpe John Donne ou qualquer outro que defenda o contrário, mas a única coisa que me resta é discordar. Aquela simples ida ao cinema, naquele simples sábado, me fez perceber o quanto somos feitos de nós mesmos.

Não quero, contudo, dizer que todos ao meu redor simplesmente perderam a importância de uma hora pra outra, até mesmo porque não perderam. Naquele momento era o meu momento, o momento de me sentir só, uma solidão que, por sinal, machuca demais…

Namorar, ficar, curtir, enganar, me apaixonar, chorar, sofrer…, tudo isso eu já tentei e nada me fez parar de sentir o que os povos chamam de solidão. Talvez eu tente tudo isso de novo ao longo de minha vida, mas com um certo medo de errar mais uma vez e sempre com a esperança de parar de me sentir sozinho. Ops! Acabo de me contradizer.

Nenhum homem é uma ilha, meus caros. E não falo só de nós do sexo masculino. Até mesmo as mulheres, que tanto confundem nossas cabeças com suas investidas invertidas, também sofrem com esse isolamento. Todos nós necessitamos de um ombro amigo ou de um carinho enamorado. Nada nesse mundo consegue se firmar sozinho, é sempre alguém aprendendo e sempre alguém ensinando, sempre alguém sorrindo e sempre alguém chorando, é a eterna troca pela qual cada um de nós, inevitavelmente, vai ter que viver um dia.

Vou tentar parar de me sentir sozinho. Vou procurar tudo de bom que há em mim mesmo e aproveitar cada vez mais o que essa vida complicada tem pra me oferecer. Sorrir mais, amar mais, viver mais, de uma maneira saudável e cheia de possibilidades. Gozar do meu último mês com 16 anos de idade e partir pras responsabilidades dos 17. Idade de adolescente e mente de gente grande…

A vocês, dessa vez, não um exímio sorriso, mas a inútil constatação de que amar, amar é desnecessariamente necessário:

“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.

John Donne

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Primeiro Ato – A Doce Brisa

Ela nem parece que é de verdade. Deve ser mais uma ilusão dessa minha cabeça que vive inventando amores e desamores inalcançáveis. Ela pode ser tudo, pode ser vento, pode ser tempestade, pode ser Brisa… Pode ser o que ela quiser, basta querer. Hoje, ela é inspiração!!

Ela ouve Belinda, ela ouve Rihanna. Ela assiste a Grey, ela odeia a Montanna. Só não é capaz de guardar qualquer coisa em um lugar que ela possa lembrar depois (até hoje espero minha caneta, viu).

Ela me machuca, confesso. Tem um discurso meio diferente do normal. Chegou ao cúmulo de dizer que jamais andaria de mãos dadas com um garoto e, um dia depois, passeava em polvorosa com um deles feito aquelas mães hiper-cuidadosas com seu pimpolho do lado. Não que eu esteja com ciúmes, jamais! Ela devia ter sorte de ter alguém que a lembre de parar de cantar “See a Little Light”.

Ela é estranha. Mas é bonita (pelo menos eu a acho bonita e é isso o que mais me importa agora). Vive colocando defeitos nas minhas namoradas, mais bonitas do que ela… Tem uma ironia fina digna dessas obras machadianas (a única comparação de ironia que tenho no momento). Costuma chamar todo mundo de “meu filho” e o único que admira isso sou eu. Parece que ninguém liga, ninguém guarda o que ela diz. Eu tomei a função de “guardador” dos momentos mágicos que ela vive perto de mim.

Ela é amiga. Me salva das tonturas e ânsias da vida moderna, literalmente. Tem uma voz que todo mundo acha chata, mas que eu bem que gosto! Tem a qualidade primordial que toda mulher deveria ter: inteligência. Pode entrar em transe hipnótica algumas vezes por certos professores de Sociologia, mas que sabe mais do que qualquer um a biologia da vida, ah, isso sabe! Sem falar na Língua Inglesa que ela jura que sabe falar…

Ela tem estilo. Ou… que menina do jeito dela vai pro shopping de calça jeans e havaianas?! Ela é simples. Ama andar de ônibus – palavras dela própria – e parece patricinha. É simples, mas totalmente complexa. Diz enjoar de alguns amores em menos de 3 meses. Balela? Me imaginando no lugar dela eu não diria nem meses, semanas já bastavam.

Falar de tudo o que ela é e de tudo o que ela costuma ser pode render infinitas linhas nesse rumo da vida. Prefiro garantir todas essas linhas organizadas em minha cabeça. A vocês deixo, pelo menos, seu exímio sorriso…

Brisa