sábado, 3 de janeiro de 2009
Memórias póstumas de um antigo português...
domingo, 28 de dezembro de 2008
Desilusões de ano novo
domingo, 21 de dezembro de 2008
Crepúsculo
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Métodos Marckosianos de ver a vida (2)
Sim, meus caros leitores. De grosso e estúpido do último semestre, passei a ser tarado, nerd e uma porrada de outros adjetivos que meus novos amigos resolveram colocar em mim. Poucos verdadeiros e novos amigos, ainda diria. Poucos porque, ainda, são poucos os que me aguentam (dessa vez sem o trema) e concordam em gênero, número e grau com o que digo.
E antes que você me pergunte sobre os “colegas” de outrora, queria dizer-te (ênclise) que alguns, ou melhor, a maioria deles, ainda continuam na condição de colegas, e outros, a minoria, como era de se esperar, viraram o que eu chamaria de amigos, que erram, mas me consertam diariamente, fazendo com que eu aprenda cada vez mais o verdadeiro valor de uma boa amizade.
Marckosiano, só pra que você entenda, vem de uma brincadeira da única namorada que tive nesse ano, Thaís Marques. Eu gostava dela, confesso. Mas quando a gente resolveu dizer que tava namorando, parece que o nosso mundo fez foi desmoronar, como se algo (ou alguém) não quisesse que a gente ficasse junto.
E o encontro entre o Poeta e a Inspiração, que rendeu sófregas indagações aqui mesmo nesse blog?! O Poeta pensou que a poesia que escrevia se desmancharia logo após o beijo no rosto seguido de um abraço apertado que dera na Inspiração. Ela, pela primeira vez, parecia retribuir um gesto guardado em segredo pelos dois. Ela, no auge de sua curiosidade, e ele, no auge de sua paixão. Mas paixão, de acordo com a história de Tristão e Isolda, só dura 3 anos. Exatamente o tempo que os dois esperaram completar para poderem se encontrar…
Mas se é pra ver a vida, vamos ao que interessa. Em todo lugar existe inveja, mas também, em todo lugar, existe alguém esperando pra ser teu amigo. Todo mundo erra, mas todos nós acertamos mais cedo ou mais tarde. A verdade está lá, na sua cara, mas fica difícil acreditar quando a menina parece ser a mais santinha da escola. A traição, de quem quer que seja, pode ser perdoada, desde que não seja por você. O vestibular foi e sempre será assunto de todo o seu ensino médio, pode apostar. Machado de Assis era negro e não moreno, mulato ou mestiço como pintam por aí; o Maranhão é uma Grande Mentira; Jesus Cristo, dizendo os astrônomos, nasceu em 17 de Junho; a Guerra dos Farrapos foi comandada por almofadinhas; a menina Isabella não foi assassinada pelos pais; eu ainda gosto dela (não da menina Isabella, e sim de uma terceira pessoa); aprendi a tocar “Another Brick in the Wall” no violão; passei a noite fora pela primeira vez; beijei duas das minhas melhores amigas no mesmo dia (e quase ao mesmo tempo…); aguentei porre de um melhor amigo; aguentei saber que um colega meu ficou com uma grande amiga minha; sofri; ri; chorei; calado. Conheci umas três meninas que eu dava tudo pra ficar com elas, mas elas têm namorado. Melhor deixá-las namorando mesmo, senão a confusão na vida delas se instaura de uma maneira que eu nem quero me meter. Melhor mesmo é parar de escrever, pular para o próximo parágrafo e prometer uma continuação para esse fenômeno da literatura de computador.
Porque pra ser Marckosiano precisa ter muita paciência e um bocadinho da virtú de Maquiavel. Mas eu ainda prefiro ter a Inspiração por perto…
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Então tá, vamos falar de música…
O título do texto já diz tudo, caro leitor. Hoje, aquelas crônicas com crítica a tudo simplesmente desaparecem como que por passe de mágica. Mágica essa que anda rondando minha humilde vida. Mas se eu for falar dessa vida que tanto anda me surpreendendo, o texto se estende, as palavras vão fluindo e meu objetivo de contar-lhes algumas das músicas que mais ando ouvindo simplesmente cessará. Então tá, vamos falar de música!
A mudança tão constante das pessoas. O fato de elas uma hora quererem uma coisa e logo depois desejarem outra completamente diferente. Tô percebendo isso em alguns à minha volta. Sem falar na batida dançante da música da garota que diz que adorou beijar outras garotas…
Descobri essa música meio que por acaso, lá no site de videos da MTV gringa. O fato é que eu me apaixonei pela letra, pela melodia e pelo filme de onde ela aparentemente saiu. “Antes de Partir” (“The Bucket List”, em inglês) não é só um filme. É uma história, uma lição de vida e uma forma de esquecer os aparentes problemas. Recomendo – a música e o filme.
3. Túlio Deck e Di Ferrero – Tudo Passa
Ouvir Jovem Pan à noitinha fazendo dever de Matemática, se não me engano, serviu pra alguma coisa. A esperança de resolver todos as nossas dificuldades, a vontade de falar a verdade só pra que tudo se ajeite, um desabafo… Trilha de novela, viu. Não tô falando nada à toa por aqui!
A palavra “decode” em português quer dizer “decifrar, traduzir”. Pode-se dizer que o sentido principal dessa música se faz por tentar decifrar um sentimento ainda desconhecido dentro de nós mesmos. Escolhida pra fazer parte da trilha sonora do filme “Crepúsculo”, que estréia no Brasil dois dias após o meu aniversário, “Decode” parece querer me passar uma lição em seu refrão. A lição por enquanto se dá muito mais no sentido de achar que conheço alguém muito bem e que, mais cedo ou mais tarde, irei me decepcionar com ela. “Well, I think I know…”
5. Chimarruts – Versos Simples
Pra quê mostrar riqueza material pra quem se ama?! Pra quê demonstrar carinho e apreço através de algo que mais cedo ou mais tarde se findará? Como disseram os Titãs certa vez, “não existe o amor, apenas provas de amor”. E escrever, demonstrando um pouco do muito que se sente, e de uma forma simples, pode ser um jeito de provar esse tal amor que tanto toma conta de você.
Pra terminar, trago a vocês a canção da liberdade, da sensação de acordar e ver que um novo dia nasceu e que já é hora e momento de tentar fazer tudo diferente. Voar, usando as asas da imaginação, em uma busca que não se acabará jamais: a eterna vontade de encontrar seu verdadeiro amor…
Por enquanto é isso. Pra ouvir e baixar todas as músicas aqui citadas basta clicar em cima do nome de cada uma delas. Queria confessar a vocês que sou melhor escrevendo do que descrevendo, principalmente quando o texto se torna tão subjetivo e onde minhas sensações viram parte da canção. Para saber o que mais eu tô ouvindo nesse mundo de meu Deus, acesse meu perfil na Last.fm: http://www.lastfm.com.br/user/markoso17
Abraços a todos e até mais.
sábado, 22 de novembro de 2008
(Eu) Sonho Coletivo
Algumas pessoas que conheço dizem odiar andar de ônibus. Também pudera. Toda aquela coletividade apertada, os odores desagradáveis, o barulho abafado e o desconforto característico da lotação, que já fazem parte de nossa realidade, chegam a cansar o trabalhador ou o estudante antes mesmo do início de sua rotina dita “oficial”.
Por outro lado, ainda existe uma gama de gente que adora sentir aquele vento no rosto, sentado na cadeira confortável, ao lado da janela. Para eles, puxar a cordinha é uma arte. Confesso que sou um deles. Não que o transporte coletivo não me irrite, pelo contrário, ele me irrita e muito. Mas certas coisas que a gente vê ou escuta acabam mudando nossa opinião, pelo menos por agora…
Primeiro foi aquela garota. Ela devia estar mascando chiclete ou algo do gênero. Falava com a mãe pela janela do ônibus. Dizia que iria encontrá-la por volta das 10 da noite, perto de seu curso, do outro lado da cidade. Era linda e devia ter seus 18 ou 19 anos. Estranha essa minha mania de me apaixonar por simples atos de todo mundo…
Depois aquele menino. Parecia ser pobre e devia ter seus 10 ou 11 aniversários. Ao passar por uma loja já enfeitada para o Natal, ele vê o “Papai Noel”. E faz um pedido, sem a mínima vergonha, aquela que aparentemente eu ou você teríamos. Ele pede, com a mais árdua vontade, um velocípede. Incrível como o sonho da infância nos faz pensar tanto em nossos sonhos de adulto…
Mais incrível ainda é saber que os sonhos de adulto também nos servem como lição!! Ele devia ter suas 36 ou 37 primaveras. Entoava um lindo salmo, logo pela manhã, bem no momento em que eu entrava no “buzão”. Depois de uns 5 km rodados pelo motorista, seu sonho de ser cantor fora explicitado pra todos que estavam naquele local. Contava sua história de luta, fé e força de vontade para quem quisesse ouvir. Hoje, depois de ter feito curso na Escola de Música do Maranhão, é cantor de uma igreja evangélica e ainda sonha em comprar outros equipamentos musicais. Sonhos que podemos ter…
É por isso, exatamente por isso, que a coletividade me fascina e me aterroriza; me seduz e me corrói; me maltrata e me perdoa. Tanta gente igual a você cercada pelo silêncio, sentadas sem trocar uma palavra sequer e quase sempre com pressa. Pessoas vendendo bombons em busca de um trocado pra tocar a vida. Gente cansada que daria tudo por, ao invés de cadeiras, camas espalhadas por aquele chão de alumínio friozinho e que todo mundo pisa. Pessoas que poderiam te salvar de qualquer coisa, mas não o fazem porque simplesmente não te conhecem (ou não quiseram conhecer).
Agora, quando sair de casa, saia pensando que você pode (e deve) aprender com os sonhos dos outros. Não saia de casa pensando que você vai pegar um ônibus só pra se estressar, sujar sua roupa ou ficar com uma alergia causada por fungos (como eu fiquei), devido à sujeira de um desses carros por aí. Bem mais incrível que tudo dito incrível nesse texto é imaginar que menos de um ano indo todo dia pra escola de ônibus me fizeram alguém melhor, apesar de tudo!!
Estranho mesmo seria se eu não sonhasse coletivo! Afinal, andar de ônibus é “indie”…
sábado, 15 de novembro de 2008
Segundo Ato – A Inútil Solidão
Definitivamente, o homem é sim uma ilha. Que me desculpe John Donne ou qualquer outro que defenda o contrário, mas a única coisa que me resta é discordar. Aquela simples ida ao cinema, naquele simples sábado, me fez perceber o quanto somos feitos de nós mesmos.
Não quero, contudo, dizer que todos ao meu redor simplesmente perderam a importância de uma hora pra outra, até mesmo porque não perderam. Naquele momento era o meu momento, o momento de me sentir só, uma solidão que, por sinal, machuca demais…
Namorar, ficar, curtir, enganar, me apaixonar, chorar, sofrer…, tudo isso eu já tentei e nada me fez parar de sentir o que os povos chamam de solidão. Talvez eu tente tudo isso de novo ao longo de minha vida, mas com um certo medo de errar mais uma vez e sempre com a esperança de parar de me sentir sozinho. Ops! Acabo de me contradizer.
Nenhum homem é uma ilha, meus caros. E não falo só de nós do sexo masculino. Até mesmo as mulheres, que tanto confundem nossas cabeças com suas investidas invertidas, também sofrem com esse isolamento. Todos nós necessitamos de um ombro amigo ou de um carinho enamorado. Nada nesse mundo consegue se firmar sozinho, é sempre alguém aprendendo e sempre alguém ensinando, sempre alguém sorrindo e sempre alguém chorando, é a eterna troca pela qual cada um de nós, inevitavelmente, vai ter que viver um dia.
Vou tentar parar de me sentir sozinho. Vou procurar tudo de bom que há em mim mesmo e aproveitar cada vez mais o que essa vida complicada tem pra me oferecer. Sorrir mais, amar mais, viver mais, de uma maneira saudável e cheia de possibilidades. Gozar do meu último mês com 16 anos de idade e partir pras responsabilidades dos 17. Idade de adolescente e mente de gente grande…
A vocês, dessa vez, não um exímio sorriso, mas a inútil constatação de que amar, amar é desnecessariamente necessário:
“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.
John Donne
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Primeiro Ato – A Doce Brisa
Ela nem parece que é de verdade. Deve ser mais uma ilusão dessa minha cabeça que vive inventando amores e desamores inalcançáveis. Ela pode ser tudo, pode ser vento, pode ser tempestade, pode ser Brisa… Pode ser o que ela quiser, basta querer. Hoje, ela é inspiração!!
Ela ouve Belinda, ela ouve Rihanna. Ela assiste a Grey, ela odeia a Montanna. Só não é capaz de guardar qualquer coisa em um lugar que ela possa lembrar depois (até hoje espero minha caneta, viu).
Ela me machuca, confesso. Tem um discurso meio diferente do normal. Chegou ao cúmulo de dizer que jamais andaria de mãos dadas com um garoto e, um dia depois, passeava em polvorosa com um deles feito aquelas mães hiper-cuidadosas com seu pimpolho do lado. Não que eu esteja com ciúmes, jamais! Ela devia ter sorte de ter alguém que a lembre de parar de cantar “See a Little Light”.
Ela é estranha. Mas é bonita (pelo menos eu a acho bonita e é isso o que mais me importa agora). Vive colocando defeitos nas minhas namoradas, mais bonitas do que ela… Tem uma ironia fina digna dessas obras machadianas (a única comparação de ironia que tenho no momento). Costuma chamar todo mundo de “meu filho” e o único que admira isso sou eu. Parece que ninguém liga, ninguém guarda o que ela diz. Eu tomei a função de “guardador” dos momentos mágicos que ela vive perto de mim.
Ela é amiga. Me salva das tonturas e ânsias da vida moderna, literalmente. Tem uma voz que todo mundo acha chata, mas que eu bem que gosto! Tem a qualidade primordial que toda mulher deveria ter: inteligência. Pode entrar em transe hipnótica algumas vezes por certos professores de Sociologia, mas que sabe mais do que qualquer um a biologia da vida, ah, isso sabe! Sem falar na Língua Inglesa que ela jura que sabe falar…
Ela tem estilo. Ou… que menina do jeito dela vai pro shopping de calça jeans e havaianas?! Ela é simples. Ama andar de ônibus – palavras dela própria – e parece patricinha. É simples, mas totalmente complexa. Diz enjoar de alguns amores em menos de 3 meses. Balela? Me imaginando no lugar dela eu não diria nem meses, semanas já bastavam.
Falar de tudo o que ela é e de tudo o que ela costuma ser pode render infinitas linhas nesse rumo da vida. Prefiro garantir todas essas linhas organizadas em minha cabeça. A vocês deixo, pelo menos, seu exímio sorriso…
sábado, 18 de outubro de 2008
Rascunhos de Outubro
Tô começando a prometer uma porrada de textos para esse blog, quem me acompanha sabe disso… Lembro que prometi compartilhar músicas em MP3 com vocês, lá na primeira postagem, e até hoje nada. Lembro-me que os “Métodos Marckosianos de ver a vida” deveriam ter uma continuação e até hoje “necas de pitibiriba”. Acredito também que, nesse mês mesmo, eu soltei ao vento que iria escrever um texto em homenagem a uma “grande amiga minha” e até hoje não cumpri com a proposta…
Tô parecendo político. E o pior é que eu tenho que cumprir com tudo isso até 17 de Dezembro, quando este site completa 1 ano. E faço mais promessas: mudar o template, fontes, cores e uma nova porrada de coisas que só pessoas perfeccionistas tendem a fazer.
Pensei em escrever todos os textos prometidos em um só, no caso, nesse aqui. Mas acabei de pensar melhor e resolvi desistir. Desistir mesmo. Nem sei o porquê dessa desistência, mas deve ser porque eu já insisti demais outrora em coisas que seria muito mais prudente desistir.
Tem tanta coisa acontecendo, tanto príncipe por aí querendo ser mais temido que amado, tanta menina querendo ser menino, achando que Deus fez Adão e Ivo e esquecendo (ou enaltecendo, sei lá) o poder da Eva. Tanta gente se achando a última bolacha do pacote só porque tem um namorado a tiracolo. Tanto namorado a tiracolo tirando a vida de quem poderia ter namorado com outra pessoa. Destino? Talvez!! Afinal, é tanta coisa acontecendo que nem eu mesmo entendi o que escrevi nesse último parágrafo.
Às vezes pareço com Machado de Assis. Converso comigo mesmo no texto e os leitores ficam boquiabertos jurando que eu tô falando com eles. Se eu fosse escrever um livro ele estaria lotado de capítulos curtos, porque penso nos outros, e confesso: eu mesmo odeio ler um capítulo que dura o livro todinho. Por falar em leitura… Ando lendo um belo livro chamado “A Sombra do Vento”. Recomendo!!
O incrível é que eu consegui mudar de assunto umas três vezes e você nem percebeu. Ou melhor, percebeu sim. Só que está fascinado com tamanha capacidade e perspicácia de um menino de 16 anos que escreve super bem e que não precisa de revisor de texto do Word (e que anda escrevendo em um tal Windows Live Writer, que nem com dicionário instalado vem), para perceber isso.
Soberba?! Que nada. Só um pingo de revolta com o mundo. Coisas de adolescente. Você se sente solitário, idealiza alguém perfeito, esse alguém te dá um “pedala” bonito, e você sorri. Foi exatamente o que aconteceu comigo nessa semana. Detalhe: eu só sorri porque outras pessoas me ajudaram a sorrir. A elas, o meu muito obrigado, e aos vencedores, as batatas…
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Poeta do Vento
Nem sei se é certo o que faço
Sigo meu passo
Passo meu rumo
Rumo ao escuro
Descuido destino
Esqueço do tempo, tempo de ouro
Desejo um beijo, um riso, um choro
Confundo emoções, me brilha o lamento
Sem sentimento, sou mais um sem você
Sou o poeta do vento
A base do Sol
Confesso, ciumento
Sem ter seu amor
Ou o tenho?
O que tenho?
Tomas de mim o meu vento
Me empurre contra a parede
Desgaste meu fôlego
Respire um momento
Mas acredite no que digo:
Sou o poeta do vento!!
