Ela nem parece que é de verdade. Deve ser mais uma ilusão dessa minha cabeça que vive inventando amores e desamores inalcançáveis. Ela pode ser tudo, pode ser vento, pode ser tempestade, pode ser Brisa… Pode ser o que ela quiser, basta querer. Hoje, ela é inspiração!!
Ela ouve Belinda, ela ouve Rihanna. Ela assiste a Grey, ela odeia a Montanna. Só não é capaz de guardar qualquer coisa em um lugar que ela possa lembrar depois (até hoje espero minha caneta, viu).
Ela me machuca, confesso. Tem um discurso meio diferente do normal. Chegou ao cúmulo de dizer que jamais andaria de mãos dadas com um garoto e, um dia depois, passeava em polvorosa com um deles feito aquelas mães hiper-cuidadosas com seu pimpolho do lado. Não que eu esteja com ciúmes, jamais! Ela devia ter sorte de ter alguém que a lembre de parar de cantar “See a Little Light”.
Ela é estranha. Mas é bonita (pelo menos eu a acho bonita e é isso o que mais me importa agora). Vive colocando defeitos nas minhas namoradas, mais bonitas do que ela… Tem uma ironia fina digna dessas obras machadianas (a única comparação de ironia que tenho no momento). Costuma chamar todo mundo de “meu filho” e o único que admira isso sou eu. Parece que ninguém liga, ninguém guarda o que ela diz. Eu tomei a função de “guardador” dos momentos mágicos que ela vive perto de mim.
Ela é amiga. Me salva das tonturas e ânsias da vida moderna, literalmente. Tem uma voz que todo mundo acha chata, mas que eu bem que gosto! Tem a qualidade primordial que toda mulher deveria ter: inteligência. Pode entrar em transe hipnótica algumas vezes por certos professores de Sociologia, mas que sabe mais do que qualquer um a biologia da vida, ah, isso sabe! Sem falar na Língua Inglesa que ela jura que sabe falar…
Ela tem estilo. Ou… que menina do jeito dela vai pro shopping de calça jeans e havaianas?! Ela é simples. Ama andar de ônibus – palavras dela própria – e parece patricinha. É simples, mas totalmente complexa. Diz enjoar de alguns amores em menos de 3 meses. Balela? Me imaginando no lugar dela eu não diria nem meses, semanas já bastavam.
Falar de tudo o que ela é e de tudo o que ela costuma ser pode render infinitas linhas nesse rumo da vida. Prefiro garantir todas essas linhas organizadas em minha cabeça. A vocês deixo, pelo menos, seu exímio sorriso…
