terça-feira, 15 de julho de 2008

Coisa Nossa

Confesso que estava sem um tema pra escrever. Acho que isso se deve ao fato de a inspiração ter ido passear um pouco e me deixado tomando conta da minha vida. E que vida!! Nesses últimos dias, aproveitei um pouco do meu descanso, que os outros chamam de férias, pra encontrar meus amigos, relembrar minha infância, reconfigurar meu outro blog, dentre outras coisas que acompanham, de brinde, os pronomes possessivos.

Vi um simples garoto se tornar um brilhante artista, perante um público de mais ou menos 2 mil pessoas; presenciei a volta triunfal de um amigo do mundo obscuro da solidão; comemorei o aniversário de uma menina-mulher; vibrei o nascimento de uma vida nova; ouvi histórias cabeludas de um casal por aí; conheci uma pessoa que eu sei que vou acabar magoando; ouvi e vi coisas de gosto duvidoso; renovei o layout/template de uma página na internet; assisti na TV algo que me fez pensar o quão perigoso pode ser o mundo da internet; conheci, de fato, lugares que eu já conhecia; prometi coisas a mim mesmo; joguei GTA; passei de fase; disse coisas de gosto duvidoso; andei de dia; passeei de carro à noite; ri; fiz ironia; pensei; briguei (brigas de sempre, que com um beijo ou abraço se resolvem logo)...

Enfim. Nada de tão sobrenatural...

Agora que você já sabe o que eu andei fazendo, por que não deixa um comentário e me fala o que achou de eu elencar as coisas que fiz durante uma das melhores semanas de minha vida?!

Sinceridade... Só faltou você!!

"O que é um amigo? Uma única alma habitando dois corpos."

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Você está em alguma dessas esquinas.

Impressionante a capacidade que pessoas aleatórias têm - de ser "a melhor pessoa de todos os tempos". Todo dia, andando pela rua, eu me deparo com uma pessoa que eu nunca vi na vida e penso: "eu preciso conhecer essa guria", "ela é a melhor pessoa do mundo". E vale salientar que eu não me prendo apenas à beleza física, ou na escolha das roupas, nem mesmo naquele mais-puro-charme, quando penso nisso. É uma questão de vibrações. E eu falo de "vibrações" no sentido menos hippie da palavra. É como se vibrássemos em freqüências semelhantes. É como se eu mandasse sinais, códigos, para todos os lados, e esses códigos coincidissem com os dela.

Se ela é mal-educada, não sei. Burra? Não sei! Tem mau hálito? Como saber, se eu nem conversei com ela? "E por quê eu não cheguei e falei?" - me pergunto, em "Depois de Voltar". A resposta me vem à cabeça antes mesmo de colocar a interrogação no final do verso. É que eu não poderia suportar o fato de saber que essa pessoa não é a melhor pessoa do mundo. Eu não gostaria nem um pouco de saber que trata-se de uma pessoa comum, cheia de defeitos e características que eu possa vir a detestar. Eu não quero que ela seja desse mundo.

Então eu prefiro me agarrar a esses poucos minutos em que eu fico imagino. Eu penso que aquele olhar meio perdido, que lembra muito o meu, não é uma coincidência. Eu penso que ela só não me viu porque, assim como eu, está com a cabeça nas nuvens e, de lá, manda sinais, também para todos os lados. E é assim que eu me apaixono, meus caros, mesmo que seja por um punhado de minutos. Todo dia é assim.

No entanto, se existe alguma coisa que me motiva a sempre sair na rua e mandar esses sinais sem destinatário, é o fato de eu acreditar nas coincidências absurdas que se escondem por detrás de todas essas esquinas. De alguma forma, lá no fundo, eu sei que vou tropeçar em ti, mais cedo ou mais tarde. Sei que não vai haver distração capaz de tirar o teu olhar do caminho do meu. Algo vai acontecer, e os nossos sinais vão se coincidir, vamos colidir de forma tão violenta que a nossa vibração vai ser uma só. Vamos ressonar, pra todo mundo ouvir e voltar a acreditar que as "melhores pessoas do mundo", de fato, existem. Aí eu virei aqui pra contar que o destino realmente existe, e que muitas das nossas melhores histórias são escritas a quatro mãos, de olhos fechados, e sem revisão ortográfica.

Quando eu digo que o futuro é agora, quero dizer que o final dessa história depende do começo, da primeira linha, da primeira palavra. É por isso que eu pego a caneta pra escrever os meus dias nas calçadas, nas marquises, vitrines e paredes. É por isso que eu vou vagar sem rumo, sem mapa, por essas ruas, seja de Porto Alegre, ou de qualquer outro lugar do universo. É porque eu tenho certeza de que, um dia, eu vou tropeçar em ti, mesmo que tu ainda não exista. Mesmo que tu sejas uma utopia, uma ilusão que eu criei na minha cabeça. Mesmo que tu não passes de uma paixão-de-5-minutos. Mesmo que, para isso, eu tenha que esquecer como é que se volta pra casa.

Lucαs Césαr Limα Silveirα, dα bαndα Fresno

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Amor?!

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!
William Shakespeare

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Poesia

O que aconteceria se o poeta e a inspiração se encontrassem um dia?! Não falo de um encontro casual, aquele que quase sempre se vê por aí. Falo de um encontro físico, algo diferente, um podendo tocar o outro. Um abraço – sincero - regado a uma música de fundo, daquelas bem românticas, estilo Elton John...

Primeiro, imagino eu, o poeta iria ficar encantado com o fascinante olhar da inspiração e iria querer logo rabiscar um ou dois versos mundo afora. Ela, tímida, talvez quisesse sumir por alguns instantes a fim de ver qual seria a reação do poeta, que acabaria de perder seu maior trunfo. Mas ela não o faz, prefere ser contemplada, como nunca fora antes.

O poeta escreve, se declara, jura, e ela, desiste. Aquilo é entediante, chato. O poeta fala demais... A inspiração vai embora, como a mais simples das chamas apagadas. O poeta sofre. Ele tenta, pensa e nada! Ele a vê em seus sonhos mais soturnos, e no final, depois de voar como uma fada, ela vai embora.

Seria ela loira ou morena?! Inteligente, carinhosa... Ou fria, inconstante?! Ele passa a prever o futuro, como se fosse a única coisa a fazer. Começa a procurar inspiração em outras formas - complicadas, frívolas, sombrias! Nada igual àquela vista naquele dia. Ela é única, como tudo de bom nesse mundo... Até que ele pára de procurá-la...

A inspiração, em seu mundinho, se sente só. Ou não. Ela sabe que precisa de um poeta, apesar de não saber ao certo o que aquele poeta quer. Será que ela deve dar uma chance?! Ela tenta procurá-lo. Encontra alguns metidos a poeta pelo caminho, que não servem nem pra dizer que horas são. É hora de agir!

O poeta muda. Passa a viver em um mundo totalmente diferente, cercado de gente nova, e até de inspirações diferentes, porém nunca com o brilho exato que só aquela do abraço apertado tem. O problema é que o poeta nunca esqueceu, nem esquecerá, aquela menina chamada inspiração. Ele até tenta, mas quem disse que consegue. Mentira do poeta quando fala que não precisa da inspiração.

Os dois brincam juntos. Ele volta a escrever, ela volta a ser contemplada. Ela vive a sua vida como se nunca tivesse o conhecido, com um mínimo detalhe: ele agora é parte dela. Ele tem medo do fim; ela pensa no recomeço. Os dois são opostos que se encaixam, pelo menos é isso o que ele acha, pois é cada vez mais difícil saber o que ela pensa. E o que surgiu de tudo isso...?

Poesia...

sábado, 14 de junho de 2008

Delírios Confusos de Amor

Desejo sombrio
Esgotado com a falta do ser
Libidinoso e perfeito
Ímpeto cravado em pleno amanhecer
Resgato o desejo
Inóspito, seco, sombrio
Ocioso e levemente doce
Sinto o seu frio

Certeza paixão
Olho em teus olhos ferinos
No auge do sentimento cruel
Fugas, lances, destinos
Uso de toda minha garra
Sofro com todas as forças
Objeto imaginário
Sinto-te em todas as moças

Desejo, delírio
Estás em meu ser

Anjo com asas perversas
Maldito lugar e momento
Obrigando meu corpo à recusa
Rejeito meu próprio sentimento: amor

Marcos Lima

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Ter ou não ter namorado, eis a questão.

Atribuído a Carlos Drummond de Andrade,
mas é de Artur da Távola.

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200 kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Métodos Marckosianos de Ver a Vida (1)

Algumas pessoas costumam me chamar de grosso, chato ou até de estúpido. Muitos falam pelas minhas costas e a grande maioria, ainda bem, pela minha frente. Acho que essa avaliação alheia parte de algumas atitudes que eu costumo tomar na escola, no shopping, no meio da rua ou até mesmo dentro de casa. Minha mãe, por exemplo, vive dizendo que vai ser difícil eu arrumar uma mulher que me agüente – e que eu não enjoe...

Meus verdadeiros amigos, como Dave falou uma vez, só são meus verdadeiros amigos porque conseguiram a proeza de me agüentar, de ouvir tanta bobagem, de ver tanta cara amarrada e mesmo assim continuaram firmes e fortes esperando a deixa pra me fazer esboçar um sorriso que valesse a pena. Agradeço a Deus de tê-los por perto.

Existem também os colegas, que esperam ser um dia – quem sabe – meus verdadeiros amigos. Mas eles esquecem de um detalhe: estar comigo aonde quer que eu vá e não se importar com a minha vida. Reparou como eu sou chato?! Eu quero todo mundo por perto, mas não quero ninguém tão perto assim...

Aí você me pergunta: e suas relações romântico-amorosas?! E eu te respondo, pequeno Jedi: nunca existiram!! E se existiram, foi por pouco menos de um mês, com uma garota que jurou me amar, mas que no final acabou indo embora!! Como os seres Marckosianos sofrem...

Eu tenho a incrível capacidade de enxergar o aparente brilho perdido das pessoas. Tenho medo de que isso não tenha cura e que as profecias de minha mãezinha se concretizem. Que menina vai querer namorar um cara tão complicado quanto uma função trigonométrica do professor Paulo Abreu?! Muitas... O problema vai ser esse carinha complicado não complicar tudo e não fazer com que elas enxerguem essa complicação. Confuso, não?!

Acho que tenho sangue alemão, como falou meu professor de Geografia, Martônio. Ele disse que um alemão não tem aquela receptividade de um brasileiro, quando alguém chega a sua casa tamanha 9 horas da noite. Tem que ter hora marcada. E de hora marcada – não nesse sentido – disso eu não abro mão!!

Mas existe aquilo que eu chamo de “Métodos Marckosianos de Ver a Vida”. Qualquer semelhança com as “Leis de Murph” não é mera coincidência. Veja como é simples encarar sua vidinha de acordo com a visão de um Marckosiano:

Marckosiano: s.m. Indivíduo super complicado, que sonha com um futuro perfeito, mas que não vive em um presente tão perfeito assim. Adora estar ao lado de alguém, desde que não por muito tempo. Tem poucos amigos, que admira como se fossem irmãos. Mais de sua personalidade nas próximas postagens...

[CONTINUA...]

terça-feira, 27 de maio de 2008

O Inevitável Aumento de Tudo

Quem nunca se deparou com um reajuste repentino, seja do gás, pãozinho francês ou da tarifa de ônibus? Atualmente, vivemos essa situação quase que diariamente, seja por culpa do governo – preocupado em lucrar com os impostos cada vez maiores – ou até mesmo por conta de uma aparente “crise mundial dos alimentos”. Mas o que realmente nos interessa não são as causas desses aumentos sucessivos, e sim as suas conseqüências, como o velho problema dos preços subirem quase que simultaneamente ao aumento do salário.

Desde que me entendo por gente, ouço falar que nos tempos anteriores tudo era muito melhor. Você poderia sair tranqüilo sem se preocupar com assaltos, seqüestros e afins; poderia contar dinheiro pela rua, que nenhum vagabundo iria puxar sua carteira; e que praticamente tudo era vendido a preço de banana. Hoje em dia, se algo é vendido a preço de banana, não sai por menos de 3 reais. E de quem é a culpa? Da modernidade, que trouxe um custo elevado para o universo consumidor, ou dos governos modernos capitalistas, que sempre vão se preocupar com o lucro, com a mídia e o poder de ostentação de sua política?!

Mas já falei: nada de discutir as causas dessa “crise”. Só estamos perdendo tempo, o tempo em que poderíamos estar buscando uma solução para esse problema. O impostômetro está aí, calculando o quanto de tributo nós pagamos por dia, hora e até segundos... Talvez o único alerta, até agora, sobre a real situação do Brasil, que carrega o fardo de país com a maior carga tributária do mundo.

Pra onde vai tanto dinheiro, se o que realmente precisamos é precário, como a saúde pública, o saneamento básico e a segurança?! Será que podemos acreditar que daqui a dois ou três anos tudo será diferente ou a tendência é só piorar?! Dúvidas e mais dúvidas...

Aqui em São Luís do Maranhão estamos prestes a presenciar mais um reajuste. Como se não bastasse o aumento do trigo, do pão e do arroz, teremos de encarar muito em breve o aumento das passagens de ônibus, tudo porque os funcionários das empresas de transporte querem o aumento digno de seus salários, bem como os auxílios fundamentais (vale-transporte, plano de saúde e seguro de vida). Nada contra a categoria, mas onde está o dinheiro do IPTU, do ICMS e IPVA, que pagamos sempre em dia para os nossos governantes? Aí sim revolta quando nos vemos sem ônibus de meia-noite às 10 da manhã.

O pobre paga o pato, enquanto o rico sai com seu jaguar pelas ruas afora. O pobre é burro, enquanto as peruas, mulheres de ricos, dão chilique em lojas caríssimas da cidade. Dizem que a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco!! Será?! Enquanto isso, a “sociedade animal” continua evoluindo a la teoria de Darwin...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Falsos Poetas

Os falsos poetas
Seres estúpidos
Nos ganham o mundo
Querendo alegrar.

Se fazem de santos
São todos imundos
E vivem a pecar,
São falsos poetas
Meninas bonecas
Meninos de ar.

Pessoas sem voz
Começam a falar
Contando mentiras
Vou acreditar
Aos falsos poetas
Prefiro calar.

Marcos Lima

sábado, 10 de maio de 2008

Mãe

Que palavra singela. Três letras que representam o único e inexplicável motivo de estarmos nesse mundo. É com ela que todo ser humano aprende o que é certo e o que é errado e descobre desde cedo um outro elemento fundamental na teoria da vida: a família! Aquela que constitui a base de tudo, do ato mais primitivo ao mais evoluído, da mais pura certeza a mais concreta incerteza, do seu primeiro passo ao seu último problema. Vivencie-a!

A mãe entra como uma espécie de guia insubstituível nas primeiras fases de nossa vida. Um guia tão importante que a qualquer passo em falso, qualquer medo, é por ela que chamamos. E lá vem nossa mãezona, preocupada com seus filhos, trazendo um pouco de carinho, amor, atenção e, principalmente, segurança, uma segurança que governo nenhum é capaz de nos dar. Por isso, escute-a!

Nossa mãe tem um sexto sentido magnífico. Sabe de tudo e mais um pouco (às vezes mais até do que nós mesmos). Como da vez que estávamos tristes e ela, além de desvendar o motivo de nossa tristeza, ainda soube como nos alegrar. Como da vez que fizemos besteira e ela foi a única a nos entender. Ou como da vez que mentimos e não soubemos esconder a cara de sem-vergonha que encobria nossa verdadeira imagem - aquela esculpida por ela. Portanto, entenda-a!

A mãe, mamãe, mãezinha ou qualquer outra forma carinhosa de chamar nossa origem real, só quer o nosso bem. Por isso, exatamente por causa disso, devemos perdoar as palmadas, surras e afins que nossa protetora insistia em dar toda vez que fazíamos algo errado. Talvez assim, quando levarmos as palmadas que mais doem – as da vida -, possamos ter com quem contar... Proteja-a!

Não importa a idade. Mãe é mãe. E nada de colocar a eterna menina que um dia brincou de bonecas, sonhou em ser mãe ou simplesmente não planejou nada disso pra ela, em um asilo, sendo obrigada a viver o resto de seus dias trancada, sem ver a realidade, sem nos ver... Devemos lutar por seus direitos na fila do INSS, do SUS ou em qualquer fila da vida, pois nossa mãe, um dia, foi capaz de dar a sua vida pra colocar no mundo mais um pupilo para quem ela devia ensinamentos importantes.

Porém, nós, os filhos, nem sempre nos damos conta do quão importante é o papel da mãe, seja a sua ou a de qualquer outra pessoa. Agimos de forma errada, confesso, mas o remorso de um verdadeiro filho é maior que qualquer desavença que possamos vir a ter com a verdadeira mãe. Somos eternamente gratos ao amor que essa mulher nos deu, do dia de nosso nascimento até hoje!! E não se sinta mal se a sua mãezinha não estiver perto de você – por qualquer motivo. Saiba que, de onde ela estiver, vai estar lhe protegendo e garantindo a sua segurança, com, como diz um comercial de TV por aí, uma dedicação total a você!! Ame-a!

- Texto dedicado a minha mãezona Maria Serrate!! Te amo, Dona Maria!!